poema concebido em Campinas [sp/bra] Nov./2006
Argollo Ferrão, A. M. de (2006). O espaço nu [web]. Disponível em <http://argollo.org/tri/tri1/tri1-48/>.
ISBN 978-85-908725-1-1 / PUBLICADO EM 2008
Argollo, A. (2008). O espaço nu. In A. M. de Argollo Ferrão (Ed.). Ver a Cidade (p. 48). Campinas [SP/BRA]: O Autor.
ISBN 978-84-936996-0-4 / Traduzido para o espanhol e publicado em 2009
Argollo, A. (2009). El espacio desnudo. En A. Argollo. Ver la Ciudad. Un guión poético con ojos de veracidad (p. 72) (Colección Caravasar) (M. A. Suárez Escobio, Trad.). Gijón [Asturias/ESP]: CICEES. (Original en portugués publicado en 2008).
ISSN 2763-7271 / Publicado em 2023
Argollo, A. (2023). O espaço nu. In O Pensador [ACML] n. 7, p. 54, Campinas [SP/BRA].
Videopoema Publicado em 2026
Argollo, A. [Arquitetura do Café]. (2026, 23 maio). O espaço nu [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/72exm94iRxM
O espaço nu
Os espaços não-urbanos viabilizam planos
Adequados de ordenação territorial,
Exaltando os valores humanos
A partir da compreensão e resgate da arquitetura rural.
E saibam todos que o espaço nu
Refere-se ao espaço não-urbano, muito mais que o rural,
Abraçando o campo, agrário ou natural,
E a cidade, diferentes na essência como o plástico do pano.
Cabe salientar a veracidade
De quem quer entender o território
A partir do reconhecimento, por ato meritório,
Da necessidade de se preservar o espaço nu para melhor se ver a cidade.
El espacio desnudo
Los espacios no urbanos viabilizan planes
Adecuados de ordenación territorial,
Exaltando los valores humanos
A partir de la comprensión y rescate de la arquitectura rural.
Y sepan todos que el espacio desnudo
Se refiere al espacio no urbano, mucho más que al rural,
Abrazando el campo, agrario o natural,
Y la ciudad, diferentes en la esencia como el plástico del paño.
Cabe destacar la veracidad
De quien quiere entender el territorio,
A partir del reconocimiento, en un acto meritorio,
De la necesidad de preservar el espacio desnudo para ver mejor la ciudad.


🎬✨ VIDEOPOEMA PUBLICADO EM 2026

📚 O ESPAÇO NU / resenha crítica
O poema “O Espaço Nu” opera na intersecção precisa entre a sensibilidade poética e o rigor técnico do planejamento territorial. Concebido em Campinas (2006), o texto propõe uma tese conceitual clara em que o “espaço nu” se define como a dimensão não-urbana, ultrapassando a mera classificação rural para abarcar as esferas agrária e natural. A obra constrói uma dialética territorial em que a preservação do entorno não-construído se revela uma condição mandatória para que se possa, de fato, compreender a essência e a forma da cidade. A arquitetura rural e a paisagem natural são apresentadas não como resquícios do passado, mas como elementos ativos de ordenação em que a preservação do território se manifesta como um ato de responsabilidade humana e metodológica.

