O desfrute do tempo

Poema concebido em Campinas [SP/BRA] dez./2006

Argollo Ferrão, A. M. de (2006). O desfrute do tempo [web]. Disponível em <http://argollo.org/tri/tri3/tri3-49/>.

ISBN 978-85-908725-0-4 / Publicado em 2008

Argollo, A. (2008). O desfrute do tempo. In A. M. de Argollo Ferrão (Ed.). Entre símbolos e a perfeição (p. 54). Campinas [SP/BRA]: O Autor.

Videopoema Publicado em 2021

Argollo, A. [Arquitetura do Café]. (2021, 2 abril). O desfrute do tempo [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/ocqQ9FPNZcQ

ISSN 2763-7271 / Publicado em 2023

Argollo, A. (2023). O desfrute do tempo. In O Pensador [ACML] n. 7, p. 54, Campinas [SP/BRA].

O desfrute do tempo
Em algum momento devo reencontrar-me
Para desfrutar do tempo que eu não tenho
Mas que é meu,
Já que estou sempre em movimento,

Pois que vivo a vida com empenho,
Tratando de criar – ou pelo menos tento –
O tempo todo...
E assim viver o tempo que eu invento.

Em algum momento estarei aberto aos fluxos energéticos,
Fluidos essenciais no tempo certo,
E me alimentarei desses tais elementos astrais
Que estão sempre por perto...

E nesse instante que há de me arrebatar
Sentirei que o desfrute do tempo
Bem poderia me levar ao estado mínimo
Em que minha consciência permita-se ser – ciente de estar,

Pois que o desfrute do tempo remete
À consciência do ser
E à magnitude do estar
Permanentemente – em qualquer lugar.

🎬✨ VIDEOPOEMA PUBLICADO EM 2021

O desfrute do tempo. Capa do videopoema publicado em 2 abr. 2021.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O desfrute do tempo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

📚 O DESFRUTE DO TEMPO / resenha crítica

O poema “O Desfrute do Tempo” examina a dimensão fenomenológica da temporalidade e da presença humana. Concebido em Campinas (2006), o texto estabelece que o tempo não constitui apenas uma variável cronológica externa, mas uma construção interna e existencial em que o eu-lírico busca “viver o tempo que eu invento”. A obra investiga o esgotamento gerado pelo movimento contínuo da criação e do empenho cotidiano, propondo uma transição consciente para um “estado mínimo”. Nesse estágio de suspensão, a aceleração cede lugar à pura percepção do ser, permitindo ao indivíduo alcançar a magnitude de estar “ciente de estar” permanentemente em qualquer ponto do território e da existência, reconectando a consciência ao fluxo universal.