Vulnerabilidade

Poema concebido em Campinas [SP/BRA] fev./2007

Argollo Ferrão, A. M. de (2007). Vulnerabilidade [web]. Disponível em <http://argollo.org/tri/tri3/tri3-64/>.

ISBN 978-85-908725-0-4 / Publicado em 2008

Argollo, A. (2008). Vulnerabilidade. In A. M. de Argollo Ferrão (Ed.). Entre símbolos e a perfeição (p. 67). Campinas [SP/BRA]: O Autor.

Videopoema Publicado em 2024

Argollo, A. (2024, 1 janeiro). Vulnerabilidade. In Arquitetura do Café (YouTube). Disponível em https://youtu.be/owaCSvPkY5s

Vulnerabilidade
Ainda que eu pareça forte,
Encontro-me acanhado, vulnerável,
No fundo, no fundo... fragilizado,
Absolutamente desprotegido diante da morte.

Mas ao aproximar-me de qualquer situação
De conflito, confronto ou tensão,
Armo-me até os dentes, fecho a cara
E rujo – aflito – feito um leão.

Ainda que eu estabeleça claramente os parâmetros,
Os limites para aquém dos quais ninguém deve ultrapassar,
Encontro-me aberto, vulnerável,
No fundo, no fundo... no fundo do mundo.

No fundo do poço mais profundo que já se cavou,
Só e abandonado, buscando uma luz...
Mantendo-me calmo, inabalável, inatingível,
Mas absolutamente vulnerável como só eu sei que estou.

Ainda que eu pareça forte, necessito de carinho,
Um beijo, um abraço, um aperto de mão
De tal sorte, que mesmo estando sozinho,
Minha vulnerabilidade não chame tanta atenção.

🎬✨ VIDEOPOEMA PUBLICADO EM 2024

Vulnerabilidade. Capa do video poema publicado em 1 jan. 2024.

 

 

 

 

 

 

 

 


📚 VULNERABILIDADE / resenha crítica

A obra “Vulnerabilidade” explora a dicotomia universal entre a “persona” social — forte, inabalável e armada — e a essência humana, que se reconhece frágil e carente de afeto. Escrito em 2007, o poema utiliza a metáfora da armadura e a figura do leão para ilustrar os mecanismos de defesa erguidos instintivamente diante do medo da finitude e do abandono. Este videopoema insere-se no eixo de subjetividade do Projeto, revelando a face humana do pesquisador e reafirmando que a verdadeira coragem reside na capacidade de admitir a própria fragilidade, sem que isso signifique derrota, mas sim a busca por uma conexão humana genuína.