Poema concebido em Mendoza [arg] mai./2008
Argollo Ferrão, A. M. de (2008). Sol ao sul [web]. Disponível em <http://argollo.org/tri/tri3/tri3-88/>.
ISBN 978-85-908725-0-4 / Publicado em 2008
Argollo, A. (2008). Sol ao sul. In A. M. de Argollo Ferrão (Ed.). Entre símbolos e a perfeição (p. 93). Campinas [SP/BRA]: O Autor.
vIDEOPOEMA Publicado em 2021
Argollo, A. [Arquitetura do Café]. (2021, 10 abril). Sol ao sul [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/e9xW81ssavk
Sol ao sul
Haver o que escrever E escutar o que se vê Em silêncio, mas saber Degustar e sorver... – (o sal) – O azul mais puro que há, E correr, socorrer-se do ar, Recorrer, e correr e voar, E voando chegar lá... – (no céu) – Como só se chega ao gozar Em fluxos contínuos em que se encerra Aquilo que só se sente com os pés na terra Ou na água, porque nunca se viu... – (no cio) – O que se conseguiu ao se moldar com a mão Toda a energia vital e sutil, Pai e mãe de cores e sabores Que brotam num campo fértil, úmido e frio... – (ao sol) – Mas, finalmente, regressar Para onde deu-se a explosão Criadora, reparadora e contumaz, Na companhia suave de um povo culto e gentil... – (ao sul) –
🎬✨ VIDEOPOEMA PUBLICADO EM 2021

📚 SOL AO SUL / resenha crítica
A poética do território e o regresso aos sentidos em Sol ao sul. O videopoema Sol ao sul, concebido originalmente em Mendoza, Argentina, em 2008, representa um ponto de inflexão lírica na trajetória de André Argollo. A obra articula a percepção sensorial da paisagem — o sal, o sol, o azul — com a densidade de um regresso espiritual e técnico ao território. Através de uma narrativa que funde a energia vital e sutil ao campo fértil, o autor explora a transdisciplinaridade entre o sentir e o construir. O texto revela a arquitetura do pensamento orientado a processos (pop), em que a explosão criadora encontra abrigo na suavidade de um povo culto, reafirmando o compromisso do projeto com a preservação não apenas do patrimônio material, mas da memória sensível e imaterial que compõe a paisagem cultural do sul.

